Gestão do conhecimento

Ao alcance de todos

Gestão do Conhecimento é o eixo de atuação mais abrangente da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (FMCSV) e tem a função de gerar, organizar, armazenar e compartilhar o conhecimento referente ao desenvolvimento da Primeira Infância. Esse trabalho vai muito além do conteúdo produzido pela FMCSV em seus projetos e reúne conteúdos teóricos e práticos, produzidos no Brasil e no exterior. A proposta é gerar e disseminar informações que contribuam para o melhor entendimento da Primeira Infância por parte da sociedade, com ações integradas e que envolvam múltiplas abordagens.

Em 2012, essa orientação ganhou força e se materializou em diversas iniciativas: uma pesquisa encomendada ao Ibope trouxe a percepção dos brasileiros sobre a Primeira Infância; o II Simpósio Internacional de Desenvolvimento da Primeira Infância falou sobre o diálogo entre a ciência e as políticas públicas para 430 especialistas, acadêmicos e gestores; a parceria com a Fapesp se fortaleceu e gerou mais incentivos para a produção científica; também foram produzidos programas de televisão para educadores e muitas outras ações nas áreas de pesquisa e avaliação.

Nossa proposta é gerar e compartilhar o conhecimento científico sobre a Primeira Infância por meio de uma linguagem de fácil compreensão

Boa parte desse trabalho está disponível no portal da FMCSV (www.fmcsv.org.br), que reúne artigos, vídeos e outros conteúdos sobre os vários aspectos da Primeira Infância. No endereço também se encontra o link para a Enciclopédia do Desenvolvimento da Primeira Infância (www.enciclopedia-crianca.com), desenvolvida pelo Centro de Excelência no Desenvolvimento da Primeira Infância da Universidade de Montreal (Canadá).

Enciclopédia

A enciclopédia virtual reúne artigos mais recentes de pesquisadores renomados e abriga um acervo organizado em 45 temas relativos ao desenvolvimento na Primeira Infância, entre eles agressividade, aleitamento materno, choro, estresse, programas de educação infantil, reforma do sistema de bem-estar social e tecnologias de reprodução.

O conteúdo, originalmente disponibilizado em francês e inglês, foi traduzido para o português a partir de uma parceria da FMCSV com o Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Saúde (Conass). Em 2012, pela primeira vez o espaço foi estendido para artigos de pesquisadores brasileiros. A produção científica nacional será disponibilizada em 2013.

Pesquisa de percepção

O brasileiro conhece pouco sobre o desenvolvimento da Primeira Infância, e essa desinformação independe de classe social e nível educacional. A população se preocupa com as questões relacionadas à saúde das gestantes e dos pequenos, mas, de modo geral, ainda desconhece a importância do vínculo, da interação e dos estímulos para o desenvolvimento infantil.

Essas e outras conclusões fazem parte de uma pesquisa que a FMCSV encomendou ao Ibope, com a orientação do Instituto Paulo Montenegro, com o propósito de identificar a percepção dos brasileiros sobre o desenvolvimento da Primeira Infância. O trabalho, que envolveu entrevistas com 2 mil pessoas, em 18 cidades brasileiras, foi divulgado em setembro de 2012.

Outro dado importante da pesquisa é que mais da metade da população acredita que o início do aprendizado da criança só acontece a partir dos 6 meses e que, portanto, não haveria valor em “ensinar” o bebê porque ele não teria capacidade de aprender nos primeiros meses de vida. Na verdade, é justamente nesse período que se estabelece e consolida um grande número de conexões cerebrais, simples e complexas, fundamentais para o desenvolvimento e para a construção de uma “base” sobre a qual se formarão as capacidades motoras, cognitivas, emocionais e sociais em todas as fases da Primeira Infância, especialmente nos primeiros meses de vida.

A pesquisa de percepção nos permite identificar os pontos em que devemos concentrar nossos esforços e depositar nossas forças de forma estratégica

Para a FMCSV, identificar o nível de informação do brasileiro sobre o tema é importante para o planejamento e o desenvolvimento de ações assertivas, que levem o conhecimento para a sociedade de forma consistente, para que assuntos ligados à promoção do desenvolvimento da Primeira Infância sejam incorporados ao repertório dos brasileiros. Assim, as conclusões da pesquisa servirão de base para novos projetos, e seu conteúdo será publicado em um livro a ser lançado em 2013.

Mais de
50
reportagens publicadas em todo o país divulgando nossa pesquisa referente à percepção da sociedade sobre a Primeira Infância

Saiba mais Veja outros resultados e conclusões da pesquisa no site www.fmcsv.org.br e assista aos vídeos sobre a arquitetura e o desenvolvimento do cérebro, produzidos pelo Center on the Developing Child (CDC), da Universidade de Harvard, e traduzidos para o português pela FMCSV.

Como os brasileiros veem o desenvolvimento infantil

Aspectos que as pessoas consideram
importantes para o desenvolvimento do bebê
durante a gravidez

  • 69% realizar o pré-natal
  • 48% receber carinho dos pais e familiares
  • 32% não fumar e não ingerir bebidas alcoólicas
  • 24% conversar com o bebê
  • 16% a mãe receber apoio da família
  • 15% rotina equilibrada com descanso e sono
  • 14% aceitação da gravidez pela mãe
  • 14% cuidado com o uso de remédios pela mãe
  • 13% controlar a pressão da mãe
  • 12% cuidar da alimentação da mãe
  • 10% controlar o peso da mãe
  • 9% informação confiável sobre o desenvolvimento do bebê
  • 7% receber estímulos auditivos, como sonss e música
  • 7% informação confiável sobre os cuidados com a gestante
  • 3% realizar exercícios físicos e massagens

Aspectos que as pessoas consideram
importantes para o desenvolvimento
da criança de 0 a 3 anos

  • 51% levar ao pediatra regularmente e dar vacinas recomendadas
  • 45%
    amamentar
  • 31% cuidar da alimentação
  • 19% brincar e passear
  • 19% viver em um ambiente adequado, com segurança, ventilação, higiene etc.
  • 18% receber atenção dos adultos
  • 17% limites, regras claras sobre o que pode e o que não pode fazer
  • 17% bons exemplos dos pais
  • 15% rotina que inclua alimentação, banho e horários para assistir à televisão
  • 12% receber carinho e afeto
  • 11% estímulos auditivos, visuais e táteis, com músicas, bichos e histórias
  • 8% socializar com outras crianças
  • 8% cuidado com a higiene da criança
  • 6% frequentar a creche ou escolinha


Fonte: A Percepção do Brasileiro sobre a Primeira Infância – Ibope/FMCSV

II Simpósio

430
pessoas
presentes + 447 via web participaram do II Simpósio Internacional de Desenvolvimento da Primeira Infância

A pesquisa da FMCSV/Ibope teve grande repercussão na mídia, com seus dados sendo divulgados em 54 publicações. Os resultados foram apresentados também no II Simpósio Internacional de Desenvolvimento da Primeira Infância, evento organizado pela FMCSV, no âmbito do Núcleo Ciência pela Primeira Infância (NCPI). Com o tema “Ciência e políticas públicas – um diálogo fundamental”, o simpósio reuniu cerca de 430 participantes e teve o objetivo de sensibilizar gestores públicos, especialistas e acadêmicos para uma questão crucial em quase todas as áreas de atuação: o que fazer para o conhecimento da academia chegar até a sociedade. Na palestra de abertura, o professor Charles Nelson III, um dos neurologistas mais respeitados do mundo, apresentou os resultados de seu estudo com crianças órfãs da Romênia. Professor doutor em pediatria da Universidade de Harvard e diretor de pesquisa do Boston Children’s Hospital, ele mostrou a dimensão dos malefícios causados pelo abandono afetivo durante os primeiros anos de vida.

No simpósio, pudemos entender como a neurociência observa o desenvolvimento infantil e fazer uma correlação com a questão da família, dos cuidadores e das políticas públicas”

Denise Cesário, gerente de Desenvolvimento de Programas e Projetos da Fundação Abrinq – Save the Children

O encontro também abordou a produção científica brasileira e abriu espaço para gestores estaduais e federais falarem sobre as experiências e dificuldades em levar o conhecimento acadêmico para as políticas públicas. Pela primeira vez, o simpósio foi transmitido ao vivo pela internet e contou com a audiência de 447 visitantes. Enquete realizada com os presentes ao final do evento mostrou que 83% dos participantes avaliaram o simpósio como bom ou ótimo.

Mensagens e metáforas

Outra iniciativa realizada em 2012, também no âmbito do NCPI, foi a consolidação de um grupo formado por antropólogos, cujo foco é identificar e definir os conteúdos mais relevantes sobre Primeira Infância para serem comunicados à sociedade, bem como as mensagens e metáforas que podem facilitar a compreensão desse conhecimento. Em parceria com o Instituto Frameworks – entidade norte-americana especializada na tradução do conhecimento científico – e com o Center on the Developing Child, da Universidade de Harvard, os pesquisadores do NCPI realizaram 18 entrevistas com especialistas de diversas áreas, de economistas a pediatras e pedagogos.

Eles também viajaram para cinco capitais – Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE) e Manaus (AM) – com a missão de levantar o grau de compreensão do público sobre o tema Primeira Infância. O próximo passo é cruzar as percepções dos especialistas com as do público leigo, identificar as lacunas e testar as mensagens e metáforas em 2013.

O exemplo de Portugal

Com ações em diversas frentes, nossa equipe foi a Portugal identificar estratégias que podem ampliar o acesso das crianças ao ensino infantil

Nos últimos dez anos, a expansão do sistema de educação infantil de Portugal permitiu ao governo local reduzir listas de espera por vagas nas creches e superar um problema bem conhecido por aqui. O êxito do modelo português, em que a realidade, guardadas as devidas proporções, era muito semelhante à brasileira, chamou a atenção da FMCSV, que atravessou o Atlântico para entender o que pode ser replicado e adaptado para o nosso cenário.

Em 2012, uma equipe de pesquisadores passou 20 dias visitando creches e conversando com gestores públicos portugueses, buscando identificar as estratégias que permitiram ampliar o acesso das crianças daquele país ao ensino infantil. As informações serão utilizadas em um estudo comparado com a nossa realidade. A iniciativa da pesquisa partiu da Fundação Itaú Social, que convidou a FMCSV para atuar como gestora do trabalho, que também conta com o apoio do Unicef.

Essa iniciativa pode ajudar o Brasil a atingir a meta de ampliar para 50% o número de crianças de 0 a 3 anos matriculadas em creches. Atualmente, esse índice é de apenas 23,5%, segundo dados do IBGE. A publicação será lançada em 2013, destinada principalmente a gestores públicos da área de educação.

Apoio à pesquisa

Pela primeira vez, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) tem um fundo específico para pesquisa na área da Primeira Infância. Ele foi estabelecido em 2010, por meio de uma parceria com a FMCSV. Em 2012, essa parceria foi renovada, com a divulgação do segundo edital de convocação para a linha de financiamento de projetos de pesquisa voltados ao atendimento de gestantes e crianças de 0 a 6 anos. Trinta e nove pesquisadores inscreveram seus projetos. Os trabalhos serão selecionados por assessores técnicos da Fapesp e pelo Comitê Gestor da parceria, que conta com a participação da FMCSV. Atualmente, dez projetos estão sendo financiados, todos selecionados no primeiro edital de convocação, que foi publicado em 2011. Entre os assuntos abordados pelas pesquisas estão: influência do contexto ambiental no desempenho das crianças, programa de saúde auditiva e literatura para a Primeira Infância.

Articulação com a gestão pública

Na esfera pública, a FMCSV participa voluntariamente de dois grupos de trabalho do Ministério da Saúde, organizados pela Coordenação da Saúde da Criança e Aleitamento Materno: a formação de profissionais que atuam com crianças de 0 a 6 anos e a revisão da Caderneta de Saúde da Criança.

41
projetos
de pesquisa inscritos para nossa linha de financiamento, criada em parceria com a Fapesp

O primeiro grupo busca definir estratégias para aumentar o conhecimento e preparo dos profissionais que atuam com crianças na Primeira Infância. Já o segundo grupo trabalha na elaboração de uma caderneta que reúna informações mais completas e abrangentes sobre o desenvolvimento infantil, indo além dos aspectos físicos.

A parceria é um dos resultados do Programa de Liderança Executiva realizado na Universidade de Harvard, em 2012 (veja mais na página 21). Hoje, a FMCSV também integra o Comitê de Especialistas e Mobilização em Primeira Infância do Ministério da Saúde, para contribuir na elaboração de políticas públicas.

A infância na mídia

Pesquisa realizada pela FMCSV em parceria com a Andi – Comunicação e Direitos teve o objetivo de mapear a cobertura da mídia sobre os temas relacionados à Primeira Infância para identificar como a imprensa interpreta o assunto nas páginas de jornais e revistas brasileiras. A análise envolveu 48.300 notícias de 53 jornais impressos, de todas as regiões do país, além de quatro revistas de circulação nacional. Veja algumas conclusões do estudo:

  • Quando a imprensa fala sobre os cuidados com a Primeira Infância, reflete e reforça valores da sociedade, privilegiando os aspectos físicos e biológicos.
  • A maior preocupação é falar sobre a necessidade de cuidados médicos e nutricionais.
  • A imprensa dá pouca atenção aos aspectos que estimulam o desenvolvimento cognitivo, emocional e cultural de crianças de 0 a 6 anos.
  • Saúde, violência e educação são os temas mais frequentes nas notícias. Há grande destaque para os assuntos: saúde materna e nutrição; abuso sexual e violência doméstica; qualidade do ensino e infraestrutura. Eles correspondem a 40% a 50% de todas as notícias publicadas nos jornais ou nas revistas analisadas.
  • Os temas pobreza e exclusão social; comportamento; igualdade e desigualdade de cor e gênero correspondem a pouco mais de 6% das notícias.
  • Um aspecto positivo é que o tema Primeira Infância está presente de forma equilibrada nos jornais de todas as regiões analisadas. As publicações têm índices percentuais equivalentes em relação ao universo do noticiário.
  • A regularidade também é semelhante, com cerca de 2,5 notícias por dia sobre o tema, seja em jornais de expressão nacional ou de foco regional.

36 especialistas
em promoção da saúde infantil...

..foram formados em 2012, como resultado de uma parceria da FMCSV com a Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (EEUSP). O Curso de Especialização em Desenvolvimento Infantil ajudou a dar subsídios teóricos para a prática dos profissionais que trabalham com crianças pequenas em cinco municípios de São Paulo e na região de Cidade Ademar, na capital paulista, onde a FMCSV desenvolveu o Programa Primeiríssima Infância (veja mais na página 38).

Mídias sociais

Para abrir canais de contato mais informais e constantes com a sociedade, a FMCSV lançou um blog e inaugurou seu perfil no Twitter e no Facebook, em setembro de 2012. Por meio do blog, é possível passar de forma mais simples, objetiva e coloquial os conceitos sobre desenvolvimento na Primeira Infância. Já as redes sociais funcionam como novas portas para acesso ao conteúdo da FMCSV. Em menos de 60 dias no ar, a página no Facebook já contava com mais de 10 mil fãs.

10 mil fãs
em 60 dias em nossa fanpage no Facebook

O portal também ganhou bastante audiência ao longo do ano, fechando o período com 382 mil páginas visitadas e 95.917 visitantes exclusivos diários.

Cinco programas nota 10

O que é ser criança hoje? Como é o desenvolvimento do cérebro dos nossos pequenos? Qual é a importância do vínculo familiar? E do brincar? As respostas estão em uma série de cinco programas sobre a Primeira Infância, produzida em parceria entre a FMCSV e a Fundação Roberto Marinho, e veiculada no Canal Futura ao longo de 2012. O Programa Nota 10 – Primeira Infância é destinado aos mais de 2 milhões de educadores do ensino básico no Brasil e explica de forma clara e convidativa o que acontece durante os primeiros anos de vida de uma criança.

Uma pesquisa do Datafolha, encomendada pelo Canal Futura e realizada com 374 profissionais da educação básica, revelou que 35% dos entrevistados assistiram à série. Uma avaliação qualitativa com profissionais da saúde e educadores, telespectadores e não telespectadores, mostrou ainda repercussão positiva sobre conteúdo do programa, linguagem, formato e função didática. Nesse processo de avaliação, conduzido pela FMCSV, os entrevistados foram ouvidos em seis cidades – São Paulo (SP), Bauru (SP), Salvador (BA), Feira de Santana (BA), Curitiba (PR) e Ponta Grossa (PR). Os consultados destacaram o efeito inspirador do programa e se disseram mobilizados em compartilhar o conteúdo, multiplicando o conhecimento sobre a Primeira Infância.

Os resultados positivos dessa iniciativa estimularam a FMCSV a renovar a parceria com a Fundação Roberto Marinho para a produção, em 2013, de uma segunda série, focada na faixa etária dos 4 aos 6 anos.

Entenda mais sobre o EDI e a parceria com a FMCSV

  • O instrumento contempla 120 itens para identificar em que medida a família e a comunidade conseguiram estimular o desenvolvimento das suas crianças até o ingresso na escola.
  • O EDI não é usado como avaliação individual de uma criança, mas sim como diagnóstico populacional, aplicado em todas as crianças de uma determinada comunidade.
  • Aponta o grau de preparo da criança para conviver e usufruir o ambiente escolar.
  • A FMCSV, em parceria com o Programa Infância Melhor (PIM) e o Offord Centre, promoveu a tradução de todo o material do EDI para o português e sua adaptação à realidade brasileira.
  • A criadora do EDI, dra. Magdalena Janus, esteve em São Paulo em 2010 para reunião com representantes da FMCSV e dos seis municípios participantes do projeto (Botucatu, Itupeva, Penápolis, São Carlos, São José do Rio Preto e Votuporanga). Eles checaram a conformidade das perguntas com o ambiente vivenciado pelas crianças brasileiras.
  • Hoje, o Brasil tem um EDI compatível à sua realidade, construído a partir do estudo piloto realizado nos seis municípios parceiros da FMCSV.
  • O instrumento foi aplicado a todas as crianças de 5 anos que frequentam os centros de educação infantil nesses municípios e na Cidade Ademar, na Região Metropolitana de São Paulo.

Early Development Instrument (EDI)

Uma ferramenta desenvolvida pelo Offord Centre for Child Studies, ligado à Universidade McMaster, de Ontário (Canadá), propõe-se a medir a maturidade e o grau de prontidão das crianças na hora de ingressar no ensino fundamental. A avaliação é feita em cinco domínios considerados críticos para a vida escolar:

bem-estar físico; competência social; saúde e maturidade emocional; desenvolvimento cognitivo e linguagem; capacidade de comunicação e conhecimentos gerais.

120 itens
são usados pelo EDI para avaliar as crianças

A partir da observação do comportamento das crianças, educadores preenchem questionários e levantam informações referentes aos cinco pontos definidos na metodologia. A ferramenta, chamada Early Development Instrument (EDI), foi aplicada na avaliação do grau de prontidão das crianças nos municípios envolvidos no Programa Primeiríssima Infância (leia mais na página 39). Em 2015, o EDI será aplicado novamente para comparação dos resultados e dimensionamento do impacto das ações do Primeiríssima Infância diretamente sobre o grau de maturidade das crianças.

Parceria com o Hospital das Clínicas

Apesar de se dedicar principalmente à promoção do desenvolvimento da Primeira Infância, a FMCSV continua ligada às atividades na área de hematologia, que foram seu foco inicial e desejo de seu instituidor. Em 2007, seus laboratórios de pesquisa e diagnósticos foram transferidos para o Hospital das Clínicas de São Paulo e passaram a ser geridos pelo Serviço de Hematologia do hospital. Porém, a FMCSV permanece responsável pela infraestrutura física.

A parceria com o Serviço de Hematologia do Hospital das Clínicas teve continuidade em 2012 com a reforma de dois laboratórios. Também foi lançado o kit de revistinhas, jogos infantis e diário para as crianças portadoras de hemofilia. Outra ação foi a integração do acervo da Biblioteca de Hematologia da FMCSV com a da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).